sábado, 2 de junho de 2012

10 idéias polêmicas do motociclismo




Assim como acontece em tudo, o motociclismo também está recheado de idéias que conseguem reunir multidões de seguidores e desagradar outros tantos. Seja uma arquitetura de motor ou uma particularidade no design, essas diferenças podem ser assunto para horas de discussões acaloradas entre amigos ou mesmo dentro das empresas, em departamentos de desenvolvimento de produto. O que não se pode negar, entretanto, é que por mais que um conceito possa parecer ultrapassado, sem propósito ou esteticamente ruim, é capaz de dar origem a uma motocicleta incrível e conquistar admiradores. Listamos a seguir alguns dos assuntos mais polêmicos:



1 - Motor Boxer
1/10
Os comentários mais recorrentes do motor que é marca registrada das motos BMW são de que os cabeçotes protuberantes nas laterais arruínam o visual da moto. Entretanto, a arquitetura de cilindros “deitados”, com curso paralelo ao chão se mostra bastante confiável – afinal vem sendo usado desde a década de 1920 - para percorrer grandes trechos de estrada pela sua refrigeração a ar, bom funcionamento com a transmissão final feita por eixo cardã e mecânica acessível no caso de um eventual reparo.






2 - Suspensão traseira monobraço
2/10
Uma balança traseira convencional é, com certeza, mais barata, por não precisar concentrar a transmissão e os freios em apenas um lado. Mas, raras são as idéias de apelo visual maior do que ver uma moto com a roda traseira presa por um único ponto de fixação. MV Agusta, Honda, Ducati e BMW já declararam seu apreço pelo estilo em diversos modelos, que ainda facilitam a vida do motociclista na hora de trocar o pneu. 


 


3 - O motor em “L” da Ducati
3/10
A maioria das superesportivas conta com motores de quatro cilindros em linha. Esta configuração é a mais equilibrada levando em conta os fatores entre gerar potência, refrigeração e vibração. A Ducati, todavia, conseguiu extrair o mesmo desempenho com dois cilindros a menos posicionados em “L” em conjunto com o exclusivo comando desmodrômico das válvulas. Além da potência, a marca italiana obteve um som descompassado, tido como um dos mais aclamados pelos motociclistas. 




4 – Escapamentos abaixo do assento
4/10
Está aqui um dos tópicos mais polêmicos no design de uma motocicleta. Escapamentos colocados abaixo do assento deixam a moto mais estilosa e com visual mais “limpo”. Porém, são recorrentes as reclamações – principalmente da garupa – de que as roupas ficam com mau cheiro. Felizmente, as montadoras encontraram um meio termo nos escapes colocados sob o quadro, como acontece na linha 650 da Kawasaki e na Ducati 1199 Panigale que agrada aos dois lados e ainda centraliza a massa.




5 - O culto à Harley-Davidson
5/10
A Harley-Davidson se orgulha do tradicionalismo em conservar sua mecânica o mais fiel possível às origens da marca, criada há quase 110 anos. Em contrapartida, a marca de Milwaukee é alvo das críticas de diversos motociclistas exatamente por isso. Para muitos, a Harley não evoluiu enquanto fabricante, se apoiando exclusivamente no lifestyle que ajudou a consolidar. Muitos dizem que comprar uma pode ser uma má idéia. Um argumento pesado, mas que perde força frente aos milhões de fãs que a marca conquistou ao longo dos anos.

 



6 - Motores com seis cilindros em linha
6/10
Por mais que a idéia de uma moto com motor de seis cilindros em linha pareça contemporânea, o conceito já foi posto em prática em 1972 com a Benelli Sei. Desde então, essa arquitetura é alvo das mesmas críticas a respeito do seu peso, tamanho e complexidade mecânica. Mas, o lançamento de modelos como as BMW K1600 GT e GTL mostra que esse tipo de motor também oferece pilotagem suave e confortável principalmente para viagens, onde peso e tamanho avantajados não são tão importantes.



 




7 - Big trails
7/10
Para muitos, quanto mais peso em um veículo off-road, pior o seu comportamento. Entretanto, as bigtrails estão aí para provar que não é bem assim. Com porte avantajado e equipada com propulsores potentes, aventureiras como a Adventurer da KTM, a Honda Crosstourer e a Triumph Tiger Explorer são confortáveis, mas também compõem o segmento mais segregador em termos de piloto, pois não são muito indicadas para quem tem baixa estatura.



 
8 - O “amortecedor rotativo” da Suzuki TL1000S
8/10
Os engenheiros da Suzuki tentaram uma vez melhorar o desempenho das motos esportivas com o uso de um revolucionário “amortecedor traseiro rotativo”. A idéia consistia em separar amortecedor e mola para dar menos espaço ao choque e melhorar sua absorção. O conjunto, implantado na TL1000S, acabou revelando desempenho diferente na prática e deixou a moto no limite do instável. Fator que exigia maior destreza por parte do piloto e, por conta disso trouxe vários admiradores ao modelo. 



9 - O motor de cinco válvulas por cilindro da Yamaha
9/10
Em 2007, a Yamaha abandonou sem alarde a tecnologia dos motores com cinco válvulas por cilindro e o novo propulsor, com uma a menos, já foi incorporado na quinta geração da superesportiva YZF-R1. Entretanto, há quem diga que nada mudou. De acordo com muitos motociclistas, o motor de vinte válvulas não oferecia nenhum acréscimo real de desempenho em comparação aos com quatro por cilindro, embora a marca dos três diapazões tenha batido nessa tecla por 22 anos. 



10 - Os motores V4
10/10
Quem vê a linha VFR da Honda firme e forte por mais de vinte anos não imagina as dificuldades que a montadora enfrentou para utilizar a arquitetura. Segundo os engenheiros, os “V4” tornam mais difícil a tarefa de manter o equilíbrio, mas, em contrapartida são ótimos desafios para a criação de modelos cada vez melhores. Bons exemplos disso são a Aprilia RSV4, a Ducati Desmosedici e a própria Honda VFR 1200F, que conta com o inédito sistema de embreagem dupla (DCT).