Assim
como acontece em tudo, o motociclismo também está recheado de idéias que
conseguem reunir multidões de seguidores e desagradar outros tantos. Seja uma
arquitetura de motor ou uma particularidade no design, essas diferenças podem
ser assunto para horas de discussões acaloradas entre amigos ou mesmo dentro
das empresas, em departamentos de desenvolvimento de produto. O que não se pode
negar, entretanto, é que por mais que um conceito possa parecer ultrapassado,
sem propósito ou esteticamente ruim, é capaz de dar origem a uma motocicleta
incrível e conquistar admiradores. Listamos a seguir alguns dos assuntos mais
polêmicos:
1/10
Os comentários mais recorrentes do motor que é
marca registrada das motos BMW são de que os cabeçotes protuberantes nas
laterais arruínam o visual da moto. Entretanto, a arquitetura de cilindros
“deitados”, com curso paralelo ao chão se mostra bastante confiável – afinal
vem sendo usado desde a década de 1920 - para percorrer grandes trechos de
estrada pela sua refrigeração a ar, bom funcionamento com a transmissão final
feita por eixo cardã e mecânica acessível no caso de um eventual reparo.
2 - Suspensão traseira monobraço
2/10
Uma balança traseira convencional é,
com certeza, mais barata, por não precisar concentrar a transmissão e os freios
em apenas um lado. Mas, raras são as idéias de apelo visual maior do que ver
uma moto com a roda traseira presa por um único ponto de fixação. MV Agusta,
Honda, Ducati e BMW já declararam seu apreço pelo estilo em diversos modelos,
que ainda facilitam a vida do motociclista na hora de trocar o pneu.
3 - O motor em “L” da Ducati
3/10
A maioria das superesportivas conta com motores
de quatro cilindros em linha. Esta configuração é a mais equilibrada levando em
conta os fatores entre gerar potência, refrigeração e vibração. A Ducati,
todavia, conseguiu extrair o mesmo desempenho com dois cilindros a menos posicionados
em “L” em conjunto com o exclusivo comando desmodrômico das válvulas. Além da
potência, a marca italiana obteve um som descompassado, tido como um dos mais
aclamados pelos motociclistas. 4 – Escapamentos abaixo do assento
4/10
5/10
A Harley-Davidson se orgulha do
tradicionalismo em conservar sua mecânica o mais fiel possível às origens da
marca, criada há quase 110 anos. Em contrapartida, a marca de Milwaukee é alvo
das críticas de diversos motociclistas exatamente por isso. Para muitos, a
Harley não evoluiu enquanto fabricante, se apoiando exclusivamente no lifestyle
que ajudou a consolidar. Muitos dizem que comprar uma pode ser uma má idéia. Um
argumento pesado, mas que perde força frente aos milhões de fãs que a marca
conquistou ao longo dos anos.
6 - Motores com seis cilindros em
linha
6/10
Por mais que a idéia de uma moto com
motor de seis cilindros em linha pareça contemporânea, o conceito já foi posto
em prática em 1972 com a Benelli Sei. Desde então, essa arquitetura é alvo das
mesmas críticas a respeito do seu peso, tamanho e complexidade mecânica. Mas, o
lançamento de modelos como as BMW K1600 GT e GTL mostra que esse tipo de motor
também oferece pilotagem suave e confortável principalmente para viagens, onde
peso e tamanho avantajados não são tão importantes.
7 - Big trails
7/10
Para muitos, quanto mais peso em um veículo
off-road, pior o seu comportamento. Entretanto, as bigtrails estão aí para
provar que não é bem assim. Com porte avantajado e equipada com propulsores
potentes, aventureiras como a Adventurer da KTM, a Honda Crosstourer e a
Triumph Tiger Explorer são confortáveis, mas também compõem o segmento mais
segregador em termos de piloto, pois não são muito indicadas
para quem tem baixa estatura.
8/10
Os engenheiros da Suzuki tentaram
uma vez melhorar o desempenho das motos esportivas com o uso de um
revolucionário “amortecedor traseiro rotativo”. A idéia consistia em separar
amortecedor e mola para dar menos espaço ao choque e melhorar sua absorção. O
conjunto, implantado na TL1000S, acabou revelando desempenho diferente na
prática e deixou a moto no limite do instável. Fator que exigia maior destreza
por parte do piloto e, por conta disso trouxe vários admiradores ao modelo.
9/10
Em 2007, a Yamaha abandonou sem
alarde a tecnologia dos motores com cinco válvulas por cilindro e o novo
propulsor, com uma a menos, já foi incorporado na quinta geração da
superesportiva YZF-R1. Entretanto, há quem diga que nada mudou. De acordo com
muitos motociclistas, o motor de vinte válvulas não oferecia nenhum acréscimo
real de desempenho em comparação aos com quatro por cilindro, embora a marca
dos três diapazões tenha batido nessa tecla por 22 anos.
10/10
Quem vê a linha VFR da Honda firme e
forte por mais de vinte anos não imagina as dificuldades que a montadora
enfrentou para utilizar a arquitetura. Segundo os engenheiros, os “V4” tornam
mais difícil a tarefa de manter o equilíbrio, mas, em contrapartida são ótimos
desafios para a criação de modelos cada vez melhores. Bons exemplos disso são a
Aprilia RSV4, a Ducati Desmosedici e a própria Honda VFR 1200F, que conta com o
inédito sistema de embreagem dupla (DCT).